domingo, 5 de julho de 2009

Da Minha História - Parte I

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Quando já se passou dos 30, a gente tem muita história na bagagem. Tantas que a memória não dá conta de todas elas.
Talvez a grande maioria fique mesmo no limbo, esquecidas num cantinho empoeirado dessa coisa chamada cérebro.
Umas são impossíveis de esquecer.
Algumas marcaram pelo ineditismo, outras pela tristeza provocada e outras, ainda, pelo sorriso que até hoje vem aos lábios quando elas afloram.
Hoje vou tentar contar algumas passagens da minha infância.
Eu e minha irmã Meire (que saudade, querida! Te vejo em poucos dias!) tínhamos uma brincadeira bem idiota: concurso de risada – vocês precisam entender que não havia TV a cabo nem internet naquela época. Então, eu e ela nos sentávamos, bem concentradas, e começávamos a rir. Risada forçada mesmo. Mas, no caminho, as risadas iam ficando reais e no final a gente estava chorando de rir. Literalmente. Muitas lágrimas foram choradas assim. De puro riso descontrolado.
Teve a vez que a Meire resolveu cortar meu cabelo (tudo bem, fui eu quem pediu. Juízo, esse artigo raro!). Eu tinha por volta de 11, 12 anos, ela, 2 anos a mais. Minha franja estava crescida, na altura do queixo e o resto do cabelo bem mais comprido. Eu tive a infeliz idéia de pedir que ela desse uma ajeitadinha, cortasse um pouquinho o comprimento, mas frisei: “não é para ‘emendar’ com a franja!”. Ela tomou a tesoura nas mãos e foi fazer o trabalho. Putz! Ficou do jeitinho que eu queria. De um lado. Do outro lado ela ‘emendou’ com a franja. Quando eu vi a merda, fiquei possessa e saí correndo atrás dela. Eu ia bater nela! Muito! Mas ela percebeu antes e correu antes. Ela corria e eu atrás, fula da vida. Ela não se agüentava e parava no caminho, sem fôlego de tanto rir o que só fazia minha raiva aumentar. Mas eu não consegui alcançar. Fiquei com o cabelo capenga. Maior de um lado que do outro e tive que ir pra escola assim. Trauma? Nenhum. Hoje, essa é uma das lembranças que eu mais gosto de lembrar.
Tem mais. Muitas mais. Outra hora eu conto.
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Ri muito escrevendo isso e agora que parei to chorando feito boba! Pena que não são aquelas lágrimas de puro riso. Estão mais para pedacinhos de saudade escorrendo na minha cara.

O desenho fofinho é daqui.


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2 comentários:

Marcello disse...

E teve revanche? Ou você deixou barato?
(é bom lembrar dessas historinhas da infância, mas que dói um cadinho, ah, se dói)

Mariê disse...

Ah! Eu também sacaneava ela, mas no momento não me recordo de nenhuma. Noutra oportunidade conto das minhas maldades. hehe